Quando entrei, quase não
consegui passar na porta.
A casa mirrou. Tudo lá
encolheu.
O meu rato ficou do
tamanho de um bago de arroz, fugiu da gaiola e nunca mais o vi. Então exclamei
para mim própria:
-
Coitado deve estar com muita fome!
Quando fui para a casa de banho, tudo
tinha ficado muito pequeno para eu me arranjar. Tive de passar sem tomar banho
até a casa ficar normal. Quando cheguei ao pé dos meus pais até me assustei,
porque eles só tinham para ai um metro. Perguntei-lhes logo o que tinha
acontecido, e eles disseram-me:
- Foi
deus que nos castigou!
E eu respondi:
-
Tretas, eu vou tirar isto a limpo e logo veremos se foi deus que nos castigou.
No dia seguinte quando fui para a
escola ouvi os meus colegas a dizer que andava por aí uma peste.
Disse para mim própria:
- Agora é só apanhar essa pestinha, e
ela devolve o tamanho normal à minha casa e aos meus pais.
Logo que cheguei a casa pedi à minha
mãe dinheiro e fui logo comprar uma rede.
Depois fui para o meu quarto preparar
uma plano para apanhar a pestinha. Veio-me logo uma ideia à cabeça.
-
Quando
a peste atacar a próxima casa eu apanho-a com a minha rede.
E assim foi...

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