sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Romeu, o ácaro e Julieta, a formiga


Era verão, as formigas, apressadas, colhiam alimentos e armazenavam tudo cuidadosamente à espera que o inverno chegasse.
Entre essas formigas, havia uma que tinha uma amizade muito estranha, com um pequeno ácaro. O nome dela era Julieta e o seu pequeno amigo chamava-se Romeu.
Os dois comiam e quando chegava a hora dela descansar, brincavam os dois juntos como irmãos.
A rainha do formigueiro ficava encantada, então, punha-se a pensar como seria a vida dela ou dele se um desaparecesse, ficaria cheia de pena se isso acontecesse.
Mas um dia, já no fim do verão a bela Julieta é raptada por um escaravelho, que a quer como mulher e Romeu fica perdido.
Ao final de uns dias, Romeu recupera as forças e ganha coragem para se dirigir à rainha para e pedir-lhe para mandar as outras formigas procurar Julieta, a sua melhor amiga.
Enquanto Romeu se esforçava por encontrar a amiga, Julieta era obriga a vestir roupas que ela não gostava de vestir e sapatos que ela detestava.
Quando esta tentava fugir e escaravelho a apanhava, este dava-lhe com um pau bem grosso nas costas.
De dia fazia-a trabalhar como uma escrava e à noite ela só podia ir para a cama quando tivesse uma gigantesca lista de tarefas todas feitas se não ficava acordada até de manhã.
Julieta sempre que conseguia ir dormir pedia ao seu anjo da guarda que Romeu a fosse buscar o mais rapidamente possível daquele sítio horrível e que a levasse para casa.
Enquanto tudo isto acontecia Romeu continuava com os seus esforços para encontrar a sua querida amiga.
Então um dia, como já não sabe o que há de fazer Romeu parte do reino das formigas e promete um dia voltar com Julieta pela mão e com o escaravelho, para que este seja julgado e preso.
Então partiu e correu todos os reinos que havia em redor daquele onde vivia, e dava especial atensão aos reinos dos escaravelhos.
Até que chegou a um reino de escaravelhos onde uma escaravelha lhe deu um papel assinado por Julieta.
Esta agradeceu e a escaravelha mostrou-lhe o caminho até à casa onde o rei tinha escondido Julieta.
Além disso a escaravelha pediu-lhe ajuda para que ele prende-se o rei daquela terrra, porque este estava a arruinar o reino.
Então Rumeu assim fez, quando chegou aà torre onde estava a amiga chamou-a e disse-lhe para ela lhe saltar para cima. Esta obdeceu e quando já estava a salvo Romeu disse-lhe que fosse esconder-se na casa daquela escaravelha o tinha ajudado.
Depois Romeu tratou com facilidade do rei dos escaravelhos, prendendo-o com força e levando-o mais Julieta para casa.
Todos os escaravelhos daquela terra lhe agradeceram pelo seu trabalho e pelo seu esforço em ajudar-los.
A seguir foi direito a casa ter com todos os seus amigos e amigas, que quando o viram chegar, fizeram uma festa em sua honra e em honra de Julieta.

Fim



O meu cão


Saí, saí bem cedo

Para a caça fui, e
Confesso uma coisa
Estava com medo.
O Rambo ladrava, ladrava
Com força, até que percebi,
Que ele tinha alguma coisa.
Olhei bem para ele estava,
Estava tão mal, coitado
Tinha uma pata ferida
Para o levar para casa,
Tinha de ter cuidado.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Eugénio de Andrade


Há uma semana fiz uma entrevista ao famoso poeta, Eugénio de Andrade.
A entrevista começou a horas, às dez horas em ponto, e a primeira pergunta que lhe fiz foi a seguinte:
- Em que é que se inspira para escrever poesia?
Ele respondeu-me:
- A minha poesia, inspira-se na importância dada à palavra. Quer no sentido de imaginação, quer no sentido de ritmo, sendo a música um dos aspetos mais marcantes da minha poesia.
Depois prossegui:
- Como se chama e quando é que publicou, seu primeiro livro de poesia?
Ele respondeu: 
- O livro chama-se "Adolescente" e foi publicado a Novembro de 1942.
Então perguntei:
- Ouvi dizer que em 1945 uma livraria francesa quis publicar um dos seus livros em francês, isto é verdade?
Ele disse:
- Sim?
- E qual foi? - Perguntei.
- "Pureza" - respondeu.
- Quando? - Perguntei logo a seguir com curiosidade.
Ele respondeu com entusiasmo:
- A 1945, quando me mudei para Coimbra.
- E o senhor concordou? - Perguntei.
- Claro que concordei, com todo o prazer. Gosto que as pessoas no estrangeiro leiam a poesia que eu escrevo! - Respondeu com orgulho de si próprio.
- Com a obra, "As Mãos e os Frutos", em 1948 alcancei o sucesso.
A partir dessa data, inicio uma carreira especialmente rica em poesia, mas com as produções nos domínios da prosa, da tradução e da antologia.
O meu último volume, o livro de poesia "O Sal da Língua" publicado em 1995.




segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Vila Nova de Santo André


Santo André tem 74,32 km² de área e 10647 habitantes.
Passou a cidade em 26 de Agosto de 2003, sob o nome de Vila Nova de Santo André.
Desde uma Lagoa em Reserva Natural a praias com areia branca, Vila Nova de Santo André contém algumas das melhores praias do litoral Alentejano. 
Estas estão a ficar cada vez mais reconhecidas. Aproveita e vem conhecer tudo o que Santo André tem para te oferecer. 
Além disso podes fazer, um simples passeio, até ao Safari Park e desfrutar do que a ambiente te oferecer-se.
Seja dia ou seja noite, Vila Nova de Santo André tem tudo o que precisas para te proporcionar grandes momentos. Ao final da noite, a costa de Santo André apresenta uma grande variedade de entretenimento noturno.
Vem conhecer a tua perícia e o teu limite no nosso circuito de karting. Pois encontrarás em Santo André um dos mais recentes e promissores circuitos de karting português, o SAKI “Santo André Kartódromo Internacional”. Não percas esta oportunidade para testar as tuas capacidades.
Vila Nova de Santo André, geralmente chamada de Santo André, é uma cidade localizada no concelho de Santiago do Cacém, no litoral Alentejano, em Portugal.
Serve, principalmente, como um conjunto de aglomerações para a cidade industrial de Sines.
É um dos locais mais emblemáticos e é a Reserva Natural da Lagoa de Santo André, que abriga uma grande variedade de fauna e flora.
Os caminhos da Costa Azul parecem caracterizar a paisagem do Alentejo. Vais encontrar praias de areia fina que parecem não ter limites.
A Praia da Costa Azul tem um areal imenso sendo vigiada e é boa para a prática de surf, windsurf e pesca. Existe ainda a praia das Areias Brancas, com condições ideais para windsurf.
Visite também a Lagoa de Santo André onde existe uma praia fluvial vigiada, com águas calmas e muito frequentada por famílias. Esta lagoa contém várias espécies animais protegidas.
Algumas espécies de aves fazem os seus ninhos à volta desta lagoa e por ser o maior sistema lagunar de toda a costa do Alentejo, oferece uma paisagem de particular interesse e com grandes condições naturais, tornando-se um grande centro de turismo com um ambiente tranquilo.
A Reserva Natural da Lagoa de Santo André é um dos locais mais emblemáticos de Santo André. Abriga uma grande variedade de fauna e flora e uma riquíssima diversidade de aves aquáticas: patos, gansos, mergulhões, maçaricos e alcatrazes, é também a terra de passagem, para muitas aves migratórias. Existem ainda alguns abrigos de lontra nas lagoas.
Uma atração a não perder na Vila Nova de Santo André é o Badoca Safari Park, um parque natural que garante a conservação das espécies, o bem-estar animal e a educação ambiental. O parque conta, atualmente, com cerca de 600 animais selvagens pertencentes a 75 espécies diferentes.
No Badoca Safari Park poderá fazer um safari e entrar em contacto direto com animais selvagens. Também podes ver espetáculos de aves de rapina, interagir com lémures e até visitar uma aldeia africana.
Entre passeios marítimos e fluviais, observação de golfinhos e de aves, há muito por descobrir na Vila Nova de Santo André.









quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

A Terra em 2213


Não consigo explicar porquê mas ainda não morri. Nem mesmo os meus pais, irmãos, primos, tios, avós, amigos, todos nós estávamos vivos e de boa saúde.
Além de estranhas criaturas havia também casas voadoras, carros voadores,  bebés que nasciam com a inteligência dos adultos, não havia escola.
Mas a melhor coisa de todas era que nós que vínhamos de uma geração anterior não sofrêramos transformações, mas como podíamos vir a sofrê-las mais tarde.
Por isso sempre que saímos de casa tínhamos de nos proteger para não sermos transformados em nenhuma dessas horríveis criaturas.
Até que um dia uns amigos, meus saíram de casa e esqueceram-se de onde estavam e foram todos transformados.
Uns em lobisomens, outros em vampiros e outros em mortos-vivos. Foi mesmo horrível vê-los naquele estado.
A partir desse dia, a caça aos monstros estava completamente aberta a quem quisesse participar.
Era claro que tínhamos de treinar: a lutar e a matar, só quando isso estivesse tudo pronto é que a guerra começava mesmo a sério.
Os pais de todos os miúdos que foram transformados, estavam muito revoltados e por isso também quiseram participar na guerra que se avizinhava, apesar de saberem que era demasiado perigoso.
Começámos a treinar no dia em que os meus amigos foram transformados para podermos começar a atacar o mais cedo possível. Os pais dos meus amigos ficavam, a cada dia que passava, mais enervados.
Quando finalmente acabámos de treinar, com pessoas que também perderam os filhos e outros parentes, começámos os preparativos para a primeira grande guerra que haveria naquele ano. Pensámos num plano de maneira a que todos pudéssemos participar com algumas ideias, e que desse para matar pelo menos meia dúzia deles, com as técnicas que aprendemos.
O nosso plano resultou melhor do que nós achávamos e para grande orgulho nosso em vez de matarmos só meia dúzia, que era o que nós achávamos, matámos para aí uns cinquenta ou sessenta. Foi o melhor momento que eu tive desde que cheguei ali.

Foi assim que os pais dos meus amigos se vingaram de todas as criaturas que tinham transformaram os seus filhos.



sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Quando me tornei no James Bond



Hoje quando acordei, sentia-me estranha: tinha barba, estava mais alta, tinha a voz grossa e tinha o cabelo estranhamente curto, mais cirto do que o normal. Fui para a frente do espelho e quase gritei de espanto e de contente quando percebi que me tinha tornado no James Bond, o meu ídolo.
Fui tomar banho, cortar a barba que já estava a ficar grande, vesti um fato preto, uma gravata branca e pus a tiracolo uma bela pistola. A seguir, fui tomar o pequeno almoço mais luxuoso, que alguma vez comi.
Quando saí para ir para o carro deparei-me com uma grande bomba: um Bentley Continental. Entrei no carro, que era bastante confortável e que ronronava como um possante tigre, e foi então que reparei que tinha entrado no filme que eu mais gosto do 007, Goldneye.
Fui ao esconderijo dos Serviços Secretos Britânicos para receber os dados da missão, que iria realizar. O M deu-me os documentos da missão e, por incrível que parecesse, apesar de ser o meu primeiro dia como agente Britânico, sentia-me experiente e percebi à primeira o que devia fazer, quando estivesse em campo. Ele disse-me que iria trabalhar com um parceiro, o Alex, e eu concordei.
Fomos de carro até a um armazém cheio de bilhas de gás e marcamos dez minutos nos temporizadores para pormos explosivos nos postes que sustentavam a construção e começámos a activá-las. Até que os vilões perceberam que havia intrusos no armazém e começou a minha parte preferida, o tiroteio. Claro que nenhum dos tiros nos atingiu e as coisas estavam quase prontas, até que… apanharam o Alex... Aí é que as coisas se complicaram. O pior de tudo é que como ele não se calou eles mataram-no, pelos menos foi o que me pareceu.
Passaram-se dois anos e eu ainda não tinha esquecido aquele infeliz acidente e sentia-me culpada por que não tive cuidado, apesar de eu saber que o Alex era experiente no trabalho de campo, porque eu era mais experiente.
Como sempre, chamaram-me para outra missão, e como sempre eu compareci, mas esta missão foi completamente inesperada.
Fui apanhada e posta num carro com uma bomba prestes a explodir, mas como sempre consegui soltar-me.
A coisa que fez com que esta missão fosse insperada foi o facto de o chefe dos vilões ser... o Alex, o meu parceiro, o que tinha morrido com tiro na cabeça, no meio de uma explosão.
Fiquei espantada, porque acho que se o tivesse visto noutra ocasião tinha ficado feliz, mas por acaso fiquei-lhe com raiva.
Depois ele apontou-me uma arma, disparou, acertou-me com uma seta com soro para dormir e quando acordei estava num outro armazém. Lembrei-me então que antes daquela missão me tinham dado uma caneta que se lhe pressionasse na ponta três vezes ela rebentava.
Então com movimentos rápidos, carreguei-lhe três vezes na ponta, atirei a caneta para junto de um poste, escondi-me e a caneta rebentou.
Só eu e o Alex é que sobrevivemos à explosão eu fui atrás dele para o matar, mas ele fugiu. Foi para cima do telhado do armazém, ele quase caiu, mas eu apanhei-o e disse-lhe que o que eu ia fazer era por mim, para eu não sofrer e atirei-o pelo telhado abaixo.
Acabou tudo em bem e logo a seguir veio um helicóptero e levou-me de volta à sede dos Serviços Secretos Britânicos.

































 James Bond

domingo, 20 de janeiro de 2013

O tapete voador


Hoje era dia de ir fazer uma caminhada a pé. Liguei para uma amiga chamada Catarina, para lhe perguntar se ela queria ir comigo e ela disse que sim. Quando ia a sair de casa o tapete da entrada levantou voo e levou-me pelos ares.
Desequilibrei-me e quase caí mas no último mumento agarrei-me e ganhei equilíbrio.
Quando finalmente me dei conta do que é que me tinha acontecido, fiquei histérica.
Todas as pessoas lá em baixo, no chão, me olhavam com admiração. Era a primeira vez que alguém voava naquela cidade tão pequena.
Eu estava fascinada com aquilo que se podia ver do céu, seria perfeito ser um pássaro e poder descobrir o que há para lá das montanhas.
Deixei-me transportar para ver onde me levava o tapete voador.
Sobrevoamos montanhas altas, vales verdejantes, desertos áridos, pinhascos com todo o tipo de espécies.
Densas florestas e longos descampados, com animais a correr livre, desontraída e animadamente.
Sobrevoamos lagos e lagoas, mares, rios e riachos, ribeiros e ribeiras, os cinco oceanos e os cinco continentes.
Descobrimos cidades, aldeias e lugares que ninguém imagina que existem. Foi o máximo.
Depois de toda esta aventura, regressamos a casa com muita calma e para meu espanto bastante depressa para um mero tapete.
Foi assim que eu passei o mais longo, cansativo, divertido e insperado da minha vida.