sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Quando me tornei no James Bond



Hoje quando acordei, sentia-me estranha: tinha barba, estava mais alta, tinha a voz grossa e tinha o cabelo estranhamente curto, mais cirto do que o normal. Fui para a frente do espelho e quase gritei de espanto e de contente quando percebi que me tinha tornado no James Bond, o meu ídolo.
Fui tomar banho, cortar a barba que já estava a ficar grande, vesti um fato preto, uma gravata branca e pus a tiracolo uma bela pistola. A seguir, fui tomar o pequeno almoço mais luxuoso, que alguma vez comi.
Quando saí para ir para o carro deparei-me com uma grande bomba: um Bentley Continental. Entrei no carro, que era bastante confortável e que ronronava como um possante tigre, e foi então que reparei que tinha entrado no filme que eu mais gosto do 007, Goldneye.
Fui ao esconderijo dos Serviços Secretos Britânicos para receber os dados da missão, que iria realizar. O M deu-me os documentos da missão e, por incrível que parecesse, apesar de ser o meu primeiro dia como agente Britânico, sentia-me experiente e percebi à primeira o que devia fazer, quando estivesse em campo. Ele disse-me que iria trabalhar com um parceiro, o Alex, e eu concordei.
Fomos de carro até a um armazém cheio de bilhas de gás e marcamos dez minutos nos temporizadores para pormos explosivos nos postes que sustentavam a construção e começámos a activá-las. Até que os vilões perceberam que havia intrusos no armazém e começou a minha parte preferida, o tiroteio. Claro que nenhum dos tiros nos atingiu e as coisas estavam quase prontas, até que… apanharam o Alex... Aí é que as coisas se complicaram. O pior de tudo é que como ele não se calou eles mataram-no, pelos menos foi o que me pareceu.
Passaram-se dois anos e eu ainda não tinha esquecido aquele infeliz acidente e sentia-me culpada por que não tive cuidado, apesar de eu saber que o Alex era experiente no trabalho de campo, porque eu era mais experiente.
Como sempre, chamaram-me para outra missão, e como sempre eu compareci, mas esta missão foi completamente inesperada.
Fui apanhada e posta num carro com uma bomba prestes a explodir, mas como sempre consegui soltar-me.
A coisa que fez com que esta missão fosse insperada foi o facto de o chefe dos vilões ser... o Alex, o meu parceiro, o que tinha morrido com tiro na cabeça, no meio de uma explosão.
Fiquei espantada, porque acho que se o tivesse visto noutra ocasião tinha ficado feliz, mas por acaso fiquei-lhe com raiva.
Depois ele apontou-me uma arma, disparou, acertou-me com uma seta com soro para dormir e quando acordei estava num outro armazém. Lembrei-me então que antes daquela missão me tinham dado uma caneta que se lhe pressionasse na ponta três vezes ela rebentava.
Então com movimentos rápidos, carreguei-lhe três vezes na ponta, atirei a caneta para junto de um poste, escondi-me e a caneta rebentou.
Só eu e o Alex é que sobrevivemos à explosão eu fui atrás dele para o matar, mas ele fugiu. Foi para cima do telhado do armazém, ele quase caiu, mas eu apanhei-o e disse-lhe que o que eu ia fazer era por mim, para eu não sofrer e atirei-o pelo telhado abaixo.
Acabou tudo em bem e logo a seguir veio um helicóptero e levou-me de volta à sede dos Serviços Secretos Britânicos.

































 James Bond

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