Era para dizer que tinha caído um
papel muito estranho, sabe-se lá de onde, que avisava que o Pai Natal estava
doente e que percisavam que uma criança destribui-se as prendas.
Fiquei muito entusiasmada, e
concorri para ser a ajudante especial do Pai Natal, que iria, nesse natal,
fazer muitas crianças felizes.
No dia de votar e de escolher a
criança que iria destribuir as prendas pelo Pai Natal, eu estava com os nervos em
franja. A minha mãe até teve de me dar um copo de água para eu não demaiar.
Depois de contarem os votos,
fiquei estérica e gritei:
- Não acredito, que fui eu que
fui escolhida para ir entregar as prendas! Isto é a brincar ou está mesmo a
acontecer?
E a minha mãe respondeu:
- Não é nenhuma mentira, estão a
falar a sério!
Então perguntei à minha mãe:
- Agora o que é que eu faço? Como
é que eu vou para o Polo Norte?
A
minha mãe respondeu:
- O governe já pagou o teu
bilhete, para ires num jato particular. Como tu já deves ter reparado, ninguém
quer perder o seu natal. Agora vamos embora para casa, para irmos fazer a tua
mala.
No dia seguinte, no aeroporto,
estava toda a gente a aplaudir à salvadora do natal, eu.
O jato partiu às doze horas do
dia vinte e dois, chegando às doze horas do dia vinte e três.
Depois levaram-me de carro até à
bem escondida casa do Pai Natal e deixaram-me lá.
Como já estava tudo pronto foi só
esperar que os duendes pussesem as prendas no ternó e seguir viagem.
A viagem correu lindamente e
consegui chegar a horas e ainda ter tempo para descansar um pouco.
Foi-me fácil destribuir as
prendas. Quando cheguei à ultima casa que por acaso era a minha, já não tiva de
regressar ao Polo Norte. O Pai Natal tinha ficado melhor e
tinha vindo numa rena para ocasiões especias, como aquela. Eu recebi uma prenda muito
especial. Eram as fotografias dos meninos aos quais eu tinha entregado prendas
e que agora estavam a sorrir.

Sem comentários:
Enviar um comentário